terça-feira, 27 de janeiro de 2015

27 de janeiro: A matéria jornalística que eu fiz, porém que eu nunca Kiss...

         
Há dois anos atrás, meu pai ligou para minha mãe desesperado, pois eu não atendia o telefone, ou melhor, meu telefone estava desligado e após várias tentativas, começou a imaginar que eu poderia estar lá... 
A TV, em todos os canais e as rádios falavam em uma só voz sobre a tragédia da Boate Kiss em Santa Maria e meu pai, já estava quase infartando por não conseguir falar comigo e sem ouvir minha voz, o medo de que eu estivesse na Kiss gritava em sua mente, o aterrorizando... 
Foi quando minha mãe foi até o meu quarto e me chamou, acordando meu pai do pesadelo... 
Ele só acreditou que eu estava bem, ao ouvir a minha voz dizendo: Pai, estou bem, o que aconteceu? Sim, paizinho, estou em casa, passei a noite toda dormindo em casa. Nunca te vi tão nervoso, o que houve?
Foi assim que fiquei sabendo sobre a tragédia na Kiss, imediatamente pulei da cama e corri pra rádio, afinal, como responsável pelo departamento de jornalismo da emissora e diretora de um jornal na cidade, tinha que fazer a cobertura, não poderia perder a notícia e o susto do meu pai valeu pra me acordar e não perder a matéria. 
Jornalismo é isso! Estar na hora e conferir o fato! 
Porém, eu não tinha ideia do que realmente estava acontecendo, eu não imaginava a dimensão daquela tragédia, eu não tinha noção do que me esperava... 

Lista com nomes não paravam de aumentar e eu não conseguia acreditar, ao ler entre os mortos, nomes de pessoas tão jovens, quanta dor! Cada novo nome que chegava não era apenas mais um nome ou um número a mais, mas era mais uma família caindo no precipício da dor...
E entre aqueles nomes, o que foi mais triste para essa jornalista, foi encontrar jovens de nossa cidade, filhos de amigos, os quais ali estavam para buscar seus meninos (sem vida) daquela última balada do dia 27 de janeiro de 2013. 
A dor nos olhos daqueles pais, me entristece até hoje, fico triste só de lembrar o abraço que dei ao encontrar a Patrícia e o Inocêncio Gonçalves, amigos queridos...
Nunca esqueço e nunca esquecerei! Ninguém vai conseguir esquecer aquele 27 de janeiro, pois naquele dia, todos nós choramos pelas vítimas da Kiss, nos unimos como se fossemos todos uma grande família...

A vida frágil e tênue tragada precocemente, centenas de jovens...
Revolta, dor, saudade e um sentimento de impotência absurdo em todos nós... 

Quando escolhemos ser jornalista, pensamos em mudar o mundo, ser um pouco daquele repórter de Nova Iorque, aquele rapaz, Peter Parker mais conhecido como "O homem aranha", ou quem sabe como o "Clark Kent", personagens em quadrinhos, tão populares entre os jovens... 

Juventude... Heróis... 
Um filme passa em minha mente, lembranças...
Jovens cheios de vida, universitários cheios de planos... Jogados pelo chão...

É numa situação dessas que percebemos o quão imaturos somos diante da morte... 
Eles eram apenas jovens sonhando em mudar o mundo... 
E eles mudaram! Mudaram a nossa percepção da vida, mudaram nossa realidade... 
É, aqueles jovens mudaram o mundo, pois nada nunca mais foi igual depois daquele 27 de janeiro...

Era uma matéria que eu preferia nunca ter feito, por vezes eu pensava: "quem sabe se eu voltar a dormir vou acordar desse pesadelo". A rotação da terra parecia diferente, tudo parecia em câmera lenta ou era minha pressão caindo ao ver tamanha dor, tanta tristeza e eu não queria acreditar que tudo aquilo era verdade....


A vida e a morte dançaram juntas naquela madrugada, saíram de mãos dadas pelas ruas naquela manhã, e hoje dois anos depois, ainda consigo sentir o cheiro de fumaça que permaneceu durante muito tempo em frente a Boate Kiss...


Há três meses perdi meu pai e imagino que hoje ele está lá no céu conversando com algum daqueles jovens da Kiss (o pai adora conversar com jovens) contando essa história, o que o pai não sabe, é que mesmo eu não estando lá, sou uma sobrevivente da Kiss.
Sim! Todos nós que de alguma forma vivemos aquele 27 de janeiro, no meu caso, trabalhando na cobertura jornalística, todos nós sobreviemos aquela tragédia... 
E nunca mais fomos os mesmos...

Hoje, dois anos depois, agradecemos pela vida, choramos pela morte daqueles anjos que naquela noite criaram asas e subiram aos céus, nos enchemos de carinho e ternura por aqueles que saíram vivos de lá e buscam viver após a morte e isso inclui sobreviventes, pais e familiares. 
Passamos a vida buscando uma única resposta, se existe vida após a morte e tudo isso me faz acreditar que sim, que além da morte existe a vida em algum lugar onde nossa limitada condição humana não consegue nem imaginar, mas que se não existisse, tudo seria em vão e isso eu me recuso a acreditar, me nego a acreditar que a existência é algo tão pequeno quanto nosso entendimento acerca da vida e da morte...

A maior lição que esses jovens nos deram é que a vida é uma festa que pode acabar a qualquer momento, mas tão certo como jamais esqueceremos deles, a festa continua em um lugar onde não haja falha humana e nem impunidade, somente alegria e paz...

Eu creio que a vida segue... Se eu não acreditasse nisso, nem sairia da cama, não perderia tempo já que o tempo seria apenas uma bomba relógio prestes a explodir e acabar com a ilusão, 
Ficaria inerte e esperaria o fim chegar...


Mas eu creio que a vida e a morte são apenas passaportes para festas em lugares diferentes....


Hoje a dor virou saudade, balões brancos e pensamentos sobem como fumaça e chegam aos céus, dizendo que o fogo na Kiss nunca será apagado de nossos corações, pois aquele incêndio consumiu um pouco de cada um de nós...
Kiss, beijo em inglês e o mundo inteiro foi beijado por essa tragédia, o mundo chorou...
Kiss, um beijo que anunciou a morte de Jesus...
Kiss, um beijo que anunciou a morte de 242 jovens...
Um beijo... Um beijo... Um beijo... Kiss...

Que hoje possamos beijar a vida, beijar nossos filhos e todos que amamos, pois a maior realidade é que do beijo da morte ninguém vai escapar... 

Aos 242 jovens que partiram, nossa homenagem! Lindos e eternos anjos que um dia andaram entre nós... Iluminaram o mundo com seus sorrisos e depois voaram na incógnita da vida...

Meu pai sempre dizia que antes de nascermos, escolhemos nossa família e fizemos acordos... 
Então, só me resta dizer aos familiares desses jovens, que agradeçam a Deus por serem as famílias escolhidas para amar e conviver com esses anjos durante o tempo que eles estiveram por aqui e saibam que os acordos feitos com Deus, são planos espirituais que se cumprem e mesmo sem entendermos, precisamos aceitar, por maior que seja a dor, certamente ela não é maior que o amor... 
E o amor é mais forte que a vida e que a morte...
É eterno, assim como o elo que para sempre irá ligar essas 242 famílias aos seus anjos...
A todos, meu carinho, respeito e homenagem, em especial aos familiares de: Heitor Gonçalves, Octacilio Altissimo Gonçalves, Dulce Raniele Machado, Dionatha Kamphorst, Andrise Nicoletti, Mariana Moreira Macedo, Melissa DalForno e Adrian Silveira.

27 de janeiro: A matéria jornalística que eu fiz, porém que eu nunca Kiss... 

Respeito opiniões diferentes da minha, porém não estou compartilhando esse vídeo para gerar um debate, mas para dizer que particularmente, adorei a gordinha! Ela me representa!!!

https://www.youtube.com/watch?v=LC7LPVTMBTA
Me perdoem as feias, mas beleza é fundamental, já dizia o poeta...
E a beleza está no brilho do olhar, na alegria do sorriso, na pele, na alma... Onde o bisturi não alcança, nem pode todo avanço científico e tecnológico consegue modificar...

Já ouviu falar o termo "lavando roupa suja"?


Sim, eu "lavo roupa suja" no facebook!!!
Brigo, bato boca sozinha na frente do computador!
Mas nunca ofendo ninguém, prefiro parecer louca aqui no mundo virtual do que magoar alguém que quero bem na vida real...
Aqui desabafo meus desafetos, mas não dou nome aos bois...
Não endereço as "cartas", mas se o chapéu te servir ele pode sim ser seu, embora alguns tomem pra si algo que escrevi pra outro...
Bem vindos ao mundo louco da internet, globalização, apocalipse ou o nome que você preferir, afinal aqui você escolhe tudo!!!
Antes eu escrevia no papel, mas aderi ao ecologicamente correto e agora só tenho "pits" (virtuais) que não agridem ao meio ambiente...
Postar o que me estressa, alivia as tensões, é terapêutico, afinal, escrever, pensar é transgredir e isso explica tudo... Postar minhas neuras é gritar bem alto e me libertar da dor que elas me causam...
É como se jogando na tela do computador tudo que estou sentindo, me livrasse, me libertasse desses sentimentos e em poucos minutos já consigo sentir o cheiro de amaciante no ar, cheiro de roupa limpa, lavada, isso me aquieta, me acalma...
Agora me deem licença que um tanque cheio me espera...
Tenho aqui muitas roupas fedendo a hipocrisia, falsidade, bajulações, ingratidão, e nelas tem as digitais de muitas pessoas... Ainda bem que elas só conseguem tocar minhas roupas, as quais após lavar estão limpinhas e novinhas em folha!
Pior seria se essas pessoas conseguissem sujar meu coração e contaminar minha alma, mas isso eu não permito, chego aqui e lavo tudo antes de penetrar minha mente, e o que não posso esfregar, pois minha força é limitada, entrego nas mãos de Deus! 
Sim, eu "lavo roupa suja", e você?


Eis-me aqui!!!

Eu blogueio
Tu blogueias
Ele blogueia
Nós blogueamos
Vós blogueais
Eles blogueiam


Será que blog é sinônimo de intelecto?
Será que "blog" é um verbo do futuro em tempo presente, ou do presente num tempo louco, onde todos se fazem sábios, expondo suas razões e emoções, por parecer mais fácil se auto-afirmar em ser um "ser pensante" carimbado como "culto" e de "opinião" por "blogar"...
Quem não tem blog não tem opinião? Ou quem tem blog tem a necessidade de expor a opinião que não suporta mais calar?
Não gosto disso... Não que eu seja a dona da "TRIBUNA" (literalmente, gostei do trocadilho) eu sempre emprestei meu microfone a todos e meus ouvidos também, mas essa gaveta bagunçada que ainda é a internet, me assusta, pois muitos rascunhos mal acabados de ignorantes da verdade, aqui espoem suas "verdades", muitas delas cheias de mentiras e enganos, e não há um limite ou controle nesse universo virtual onde cada um é dono de suas idéias, porém não tem noção do efeito que pode causar em quem não tem opinião... Sempre evitei o mundo dos blogueiros, claro, como tudo na vida tem exceção, lógico que aquelas pessoas que já conquistaram respeito e credibilidade no jornalismo tradicional, fazem a diferença nesse contexto ao qual me refiro.
Mas resolvi "estudar" esse fenômeno... e assim tentar entender essa ferramenta, que em minha opinião é muito perigosa, uma porta aberta para a benção e/ou para a maldição... dependendo do prisma...
Essa revolução, que para mim se assemelha com as grandes revoluções (religiosa, industrial, etc) é sem dúvida, uma espécie de "eco", onde todos que postam esperam ouvir sua própria voz, é sem dúvida, uma forma de dizer: tenho opinião!!! Mas é aí que entra meu questionamento... será que é preciso isso pra você saber o poder do cérebro que Deus te deu? Será preciso um mundo virtual pra te mostrar a maior realidade de todas, ou seja, que Deus te deu um intelecto que te diferencia dos animais e que te faz uma pessoa rica em pensamentos, opiniões, “brainstorming”... Será preciso um "blog" pra você descobrir o quanto você é especial e fascinante?
Mas tudo bem...
Seja pra contestar ou apenas pra estar "na moda", eis-me aqui...
...me rendi a esta onda, entrei nessa "ideia" de "blog"... mas não esperem que eu fique postando novidades o tempo todo, tenho mais o que fazer...
Sim, eu era contra esse fenômeno mundial chamado "blogosfera", resisti até hoje... mas não é porque agora tenho um que vou virar uma blogueira de destaque, não pense que por eu ser a "pimentinha" que sou na imprensa local, no "blog" serei igual, não tenho tempo a perder e minhas idéias e meu tempo valem R$... Prefiro que meus leitores comprem o jornal pra saber minha opinião...
Sou editora-chefe da redação do jornal Tribuna Popular, tenho espaço garantido pra escrever, não preciso disso, (pensava eu, me limitando ao meu universo São Gabriel - RS) "deixo os blogs pra quem quer ter voz e vez, eu não preciso disso"... Não vou me render a essa explosão de informações e opiniões, a essa babel... onde todos parecem gritar: eu penso, leia-me!!! Siga-me!!! Ouça-me!!! Olha eu aqui! Tenho cérebro!!! Leia-me, sou uma pessoa de opinião...
Sou uma mulher de opinião, e ser uma "mulher de opinião" está estampado na minha cara, quem me conhece sabe, não preciso criar um blog e jogar na net como lançando uma rede ao mar pra tentar pescar alguns seguidores de minhas idéias, opiniões e etc & tal...
Mas vou experimentar, afinal, não me acho a dona da verdade e se eu estiver errada, mudo de opinião, pois ter opinião não pode me fazer pensar que a minha opinião/verdade é absoluta, mas como nesse mundo da "blogosfera" cada um é dono de seu universo, se você discordar de mim é simples: tem muitos outros "blogs" esperando por sua visitinha... by, by...